Contrato de aprendizagem na Colômbia após a reforma trabalhista: o que muda para o empregador
A Lei 2466 de 2025 fez do contrato de aprendizagem colombiano um contrato de trabalho especial e elevou o apoio de sustento a 75% e 100% do salário mínimo. Este guia calcula o custo e a cota de uma filial.
Um aprendiz colombiano não é um estagiário nem um empregado comum: é um contrato de trabalho com regras próprias de prazo, pagamento e seguridade social. Desde a Lei 2466 de 2025, essas regras mudaram, e também o custo de cumprir a cota do SENA ou de pagar para não cumpri-la.
Na Soulbit Academy explicamos a folha colombiana a partir da área financeira da empresa. Este artigo é o satélite do contrato de aprendizagem: o que a lei diz agora, se a cota alcança uma filial de 10 a 100 funcionários e quanto custa cada opção. O panorama completo da reforma está em reforma trabalhista na Colômbia: Lei 2466 e o empregador.
Contrato de aprendizagem na Colômbia: o que mudou com a Lei 2466 de 2025
O contrato de aprendizagem é hoje um contrato de trabalho especial e por prazo determinado, de até três anos, pago por um apoio de sustento mensal e não por salário. O artigo 21 da Lei 2466 de 2025 reescreveu o artigo 81 do Código Substantivo do Trabalho. A lei vigora desde sua promulgação, em 25 de junho de 2025.
A mudança mais visível é o apoio mínimo. A Tabela 1 o compara com a regra anterior do artigo 30 da Lei 789 de 2002, em porcentagem do salário mínimo mensal (SMMLV).
| Modalidade | Antes (Lei 789 de 2002, art. 30) | Agora (Lei 2466 de 2025, art. 21) |
|---|---|---|
| Formação tradicional, fase letiva | 50% do SMMLV | 75% do SMMLV |
| Formação tradicional, fase prática | 75% do SMMLV (100% se o desemprego nacional era inferior a 10%) | 100% do SMMLV |
| Formação dual | Sem categoria própria | 75% no primeiro ano e 100% no segundo |
| Estudante universitário | No mínimo 1 SMMLV | No mínimo 1 SMMLV, seja ou não dual |
| Apoio fixado por convenção coletiva | Não constava do artigo 30 | Proibido: não pode ser regulado por convenções, contratos coletivos nem laudos arbitrais |
Esses pontos saem do texto da lei. Em outubro de 2026 não encontramos circular do Ministério do Trabalho ou do SENA que regulamente o cálculo das prestações do aprendiz, e por isso esse ponto aparece abaixo como não confirmado.
Cota de aprendizes do SENA: uma filial de 10 a 100 funcionários está obrigada
A cota de aprendizes obriga as empresas privadas com 15 ou mais trabalhadores, e a regional do SENA do domicílio principal fixa quantos aprendizes cada uma deve ter. A regra está no artigo 33 da Lei 789 de 2002, e o conceito 9470 de 2025 do SENA a reafirma: empresas privadas com não menos de quinze trabalhadores devem contratar aprendizes.
A fórmula é um aprendiz para cada 20 trabalhadores, mais um por fração de 10 ou mais que não chegue a 20, com mínimo de um para empresas de 15 a 20 trabalhadores. Aplicada a uma filial, dá estes resultados com as premissas deste artigo:
- Com 14 trabalhadores ou menos, a cota não se aplica. A empresa pode contratar aprendizes de forma voluntária.
- Com 15 a 29 trabalhadores, a cota é de 1 aprendiz.
- Com 30 a 49 trabalhadores, a cota é de 2 aprendizes.
- Com 50 a 69 trabalhadores, a cota é de 3 aprendizes.
- Com 100 trabalhadores, a cota é de 5 aprendizes.
O SENA notifica a cota ao representante legal, que tem cinco dias úteis para contestá-la se ela não se ajustar à necessidade de mão de obra qualificada. Segundo o SENA, a empresa pode ainda aumentar a cota até o dobro, desde que mantenha os empregados usados como base. Trate a lista como guia: vale o número que o SENA comunica, pois ele decide quais trabalhadores entram na base.
Como se compara com a Lei do Aprendiz brasileira?
A Lei do Aprendiz brasileira usa outra lógica de cota. O artigo 429 da CLT, incluído pela Lei 10.097 de 2000, exige de 5% a 15% de aprendizes sobre as funções que demandam formação profissional, para jovens com mais de 14 e menos de 24 anos, em contratos de até dois anos. A Colômbia mede por trabalhadores totais, não por funções, e o texto do artigo 81 não menciona limite de idade. Quem gerencia as duas operações não pode reaproveitar o cálculo de um país no outro.
Quanto custa um aprendiz em 2026: apoio de sustento frente ao salário mínimo
Um aprendiz na fase prática custa no mínimo 1.750.905 pesos por mês em 2026, o mesmo valor do salário mínimo. Esse valor é o SMMLV fixado pelo Decreto 1469 de 2025. Segundo a imprensa, o Conselho de Estado suspendeu o decreto provisoriamente em fevereiro de 2026 sem alterar o valor aplicável; confirme com o Ministério do Trabalho.
A Tabela 2 converte as porcentagens da lei em pesos e as compara com pagar ao SENA.
| Item | Cálculo | Mensal (pesos) | 12 meses (pesos) |
|---|---|---|---|
| Aprendiz em fase letiva ou dual, ano 1 | 75% de 1.750.905 | 1.313.179 | 15.758.145 |
| Aprendiz em fase prática ou dual, ano 2 | 100% de 1.750.905 | 1.750.905 | 21.010.860 |
| Pagar ao SENA por aprendiz não contratado | 1,5 × 1.750.905 | 2.626.358 | 31.516.290 |
| Diferença: pagar ao SENA frente à fase prática | 2.626.358 − 1.750.905 | 875.453 | 10.505.430 |
| Premissa: 52 trabalhadores, cota de 3, contrata 2 na fase prática e paga por 1 | 2 × 1.750.905 + 2.626.358 | 6.128.168 | 73.538.016 |
Antes das contribuições, um aprendiz na fase prática custa 875.453 pesos por mês a menos que pagar ao SENA, ou 10.505.430 pesos por ano. Essa diferença diminui ao somar as contribuições de seguridade social e as prestações que a lei reconhece na fase prática, e o valor exato cabe ao seu contador. Para a matriz brasileira, a conversão em reais depende da taxa que a tesouraria usa; este artigo não aplica nenhuma.
Um aprendiz custa o mesmo que um empregado com salário mínimo?
Na fase prática o apoio parte do mesmo valor, mas o custo total não é idêntico e a lei não os equipara. O aprendiz tem contrato por prazo determinado de até três anos, subordinação limitada ao aprendizado e finalidade formativa. A empresa deve ainda acompanhar a formação. Se o auxílio-transporte ou outros itens se aplicam ao aprendiz, o texto não diz: confirme com um assessor trabalhista e registre o critério.
Monetização da cota de aprendizagem: quando vale pagar ao SENA
A monetização consiste em pagar ao SENA 1,5 salário mínimo mensal por cada aprendiz que a empresa não contrata. Está no artigo 23 da Lei 2466, que alterou o artigo 34 da Lei 789 de 2002. Ela pode ser parcial e é proporcional aos aprendizes que se deixam de contratar.
A lei diz para onde vai o dinheiro. Um quarto financia apoios a aprendizes do SENA em pobreza ou vulnerabilidade, de até um salário mínimo por mês. Outro quarto amplia a formação técnica e tecnológica para jovens rurais. A metade restante vai para o Fundo Emprender do SENA.
Do ponto de vista financeiro, a monetização é um gasto mensal certo e sem risco operacional, mas custa mais que o apoio da fase prática e não devolve nada à empresa. Contratar custa menos antes de encargos e benefícios, e pode formar uma pessoa na sua operação, em troca de tempo de tutoria e de documentação. A decisão depende de o cargo existir de fato.
Perto de um limite, dois pontos pesam. Passar de 29 para 30 trabalhadores eleva a cota de um para dois aprendizes, e esse salto deve estar no orçamento antes de contratar. E um contrato sem formação real convida a discussão sobre a natureza do vínculo. Em outubro de 2026 não encontramos norma do SENA posterior à Lei 2466 que detalhe o pagamento da monetização; pergunte à regional o canal e o calendário vigentes antes de provisionar.
Aprendizes na folha mensal e na PILA: seguridade social e prestações
O aprendiz entra na folha e na PILA com regras diferentes em cada fase. Na fase letiva, a cobertura de saúde e de riscos laborais é paga integralmente pela empresa, como a de um dependente. Na fase prática, ou em toda a formação dual, o aprendiz é filiado a riscos laborais, pensões e saúde como trabalhador dependente. Assim estabelece o artigo 21.
Quem paga a saúde do aprendiz na fase letiva?
A empresa patrocinadora paga as contribuições de saúde e de riscos laborais do aprendiz nessa fase, como as de um dependente. O texto não prevê contribuição de pensão na fase letiva. A contribuição de riscos laborais segue o nível de risco da empresa e das funções do aprendiz.
Na fase prática, o mesmo artigo reconhece ao aprendiz o pagamento de todas as prestações, auxílios e demais direitos do contrato de trabalho. O texto não diz sobre qual base se calculam nem como o apoio entra na guia. Tratamos esses pontos como não verificados: confirme a base de contribuição e as prestações com um contador ou com a UGPP antes da primeira guia. A mecânica geral está em PILA: contribuições de seguridade social do empregador.
Uma convenção coletiva pode melhorar o apoio de sustento?
Não por essa via, porque o artigo 21 proíbe que o apoio seja regulado por convenções coletivas, contratos coletivos ou laudos arbitrais. A empresa pode fixar um valor maior por decisão própria, mas o teto e as condições não se negociam coletivamente.
O efeito agregado dessas decisões está em custo de um funcionário na Colômbia após a reforma. E o fechamento mensal está em como pagar a folha na Colômbia.
Checklist do empregador antes de contratar ou monetizar
Sete verificações cobrem o que mais falha quando uma empresa cruza o limite da cota. Servem a uma filial de 20 e a uma de 90.
- Conte os trabalhadores no fechamento do último mês e calcule a cota com a regra de um por 20 e a fração de 10.
- Peça à regional do SENA a cota oficial e confirme que a empresa não está em uma exceção.
- Compare, cargo por cargo, o custo de contratar com o de monetizar, usando o SMMLV de 2026.
- Se contratar, assine o contrato por escrito, defina as fases letiva e prática e mantenha o plano de formação arquivado.
- Configure o apoio em 75% ou 100% conforme a modalidade e a fase, e fixe a data da mudança.
- Confirme com o contador a base de contribuição e as prestações da fase prática, e registre o critério.
- Oriente o orçamento ao próximo degrau: se a equipe crescerá, calcule quando a cota sobe.
Para ver como se monta o custo mensal completo, veja o caso: PME colombiana de 30 funcionários e o custo da folha.
O que a Soulbit faz hoje no pagamento de aprendizes e o que não faz
A Soulbit não calcula o apoio de sustento, não emite a PILA, não determina a cota de aprendizes nem paga a monetização ao SENA. Essas tarefas continuam com o empregador, seu contador ou seu software de folha. A Soulbit também não presta assessoria trabalhista, fiscal nem contábil.
O que a Soulbit entrega hoje é a etapa posterior ao cálculo. Com o Soulbit Salaries, a empresa mantém saldo em stablecoins como USDC e USDT ou em moeda fiduciária, e dispersa a folha já calculada em lote ou de forma recorrente para contas bancárias colombianas, com rail bancário local, custódia institucional, KYB e monitoramento AML/KYT. Cada pagamento fica rastreável e a equipe oferece suporte humano. Isso interessa a uma matriz com receita em dólares que financia a folha em pesos, incluindo o apoio do aprendiz junto ao restante da equipe. O fluxo está em como pagar a folha com stablecoins na Colômbia.
A Soulbit não afirma vantagem de preço nem de prazo frente a outras vias. Os aplicativos móveis e o cartão ainda não estão disponíveis. E uma dispersão rápida não corrige um apoio mal calculado: se o valor sai errado do sistema de folha, o pagamento sai errado.
Perguntas frequentes
O que é o contrato de aprendizagem na Colômbia após a Lei 2466 de 2025?
É um contrato de trabalho especial e por prazo determinado, regido pelo Código Substantivo do Trabalho, com duração máxima de três anos. Uma empresa patrocinadora dá à pessoa os meios para se formar em um ofício ou profissão e paga um apoio de sustento mensal. O artigo 21 da Lei 2466 de 2025 reescreveu o artigo 81 do Código para estabelecer isso.
Quanto é o apoio de sustento do aprendiz em 2026?
Na formação tradicional, é no mínimo 75% do salário mínimo na fase letiva e 100% na fase prática. Na formação dual, é 75% no primeiro ano e 100% no segundo. Com o salário mínimo de 2026 de 1.750.905 pesos, são 1.313.179 e 1.750.905 pesos por mês. O estudante universitário recebe no mínimo um salário mínimo inteiro.
Quais empresas devem cumprir a cota de aprendizes do SENA?
As empresas privadas com 15 ou mais trabalhadores devem contratar aprendizes, segundo o artigo 33 da Lei 789 de 2002. A cota é de um aprendiz para cada 20 trabalhadores, mais um por fração de dez ou mais que não chegue a vinte. Uma empresa com 15 a 20 trabalhadores tem um aprendiz. A regional do SENA do domicílio principal fixa o número exato.
Quanto custa monetizar a cota de aprendizes em 2026?
A empresa paga ao SENA 1,5 salário mínimo mensal por aprendiz que não contrata, conforme o artigo 34 da Lei 789 de 2002, alterado pela Lei 2466. Com o salário mínimo de 2026, são 2.626.358 pesos por mês por aprendiz. A monetização pode ser parcial e é proporcional aos aprendizes que a empresa deixa de contratar.
A Soulbit calcula o apoio do aprendiz ou emite a PILA?
Não. A Soulbit não calcula folha, não emite a PILA e não determina a cota de aprendizes. O Soulbit Salaries dispersa pagamentos já calculados, em lote ou de forma recorrente, para contas bancárias colombianas a partir de um saldo em stablecoins ou em moeda fiduciária. O cálculo e a guia continuam a cargo do empregador e de seu contador.
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